Algumas pessoas com um transtorno de personalidade ficam angustiadas com seu próprio comportamento e ativamente buscam tratamento. Outras pessoas não conseguem reconhecer que há um problema com seu próprio comportamento. Por isso, a pessoa tende a não procurar ajuda por si mesma. Pelo contrário, é possível que elas sejam encaminhadas por amigos, familiares ou um assistente social se o seu comportamento estiver causando dificuldades às outras pessoas.

Quando a pessoa com um transtorno de personalidade procura ajuda, ela geralmente procura ajuda para sintomas, como ansiedade, depressão ou abuso de substâncias, ou para os problemas criados pelo transtorno de personalidade e não devido ao próprio transtorno. Quando a pessoa relata esses sintomas ou problemas, o médico geralmente faz perguntas para determinar se um transtorno de personalidade pode estar envolvido.

Depois que os médicos suspeitam de um transtorno de personalidade, eles avaliam as tendências cognitivas, afetivas, interpessoais e comportamentais utilizando critérios diagnósticos específicos. Ferramentas diagnósticas mais sofisticadas e empiricamente rigorosas estão disponíveis para médicos mais especializados e acadêmicos.

O diagnóstico do transtorno de personalidade requer:

   Um padrão inflexível, persistente e generalizado dos traços mal-adaptativos envolvendo dois ou mais dos seguintes: cognição, afetividade, funcionamento interpessoal e controle de impulsos.

   Sofrimento significativo ou funcionamento prejudicado resultante do padrão mal-adaptativo.

   Estabilidade e início precoce (durante a adolescência ou início da idade adulta) do padrão.

Como muitos pacientes com transtorno de personalidade não percebem sua condição, os médicos podem precisar obter o histórico de médicos que trataram esses pacientes anteriormente, outros profissionais, familiares, amigos ou outras pessoas que tenham entrado em contato com eles.